já estive aqui.
era outro lugar, mas eu já estava...aqui...dentro
quanto andar
o impacto de mil calcanhares
medo
de não soar tão bem como antes
estou gasta?
medo
de ver que o bem como antes não era bem
como agora
agora há dor
dor de mil saudades destiladas num punho fechado pulsante
a enxurrada comportada
molha o rosto que teimo em pintar
cubro a mancha
do sol-tempo demais
transbordo a represa
do amor-tempo de menos
sempre tão fora do centro
perigosamente na borda
eu me jogo sem gravidade
eu me afogo sem mar
idade
acúmulo de quases
desgaste de sins
mau uso de ses
eai eai eai
Primeiro: eai eai eai, não é algo indecifrável, que eu coloquei pra intrigar as cabecinhas alheias...É apenas a exclamação do personagem de "Eram os deuses astronautas?". Decepção, né...Era só isso. Segundo: Esse é um espacinho onde eu compartilho minhas maluquices com as pessoas que eu gosto e aproveito para agulhar as pessoas que eu não gosto. Não sentiu a agulhada? Então é porque eu te gosto!
domingo, setembro 09, 2018
quarta-feira, dezembro 13, 2017
D (existo)
Meu amor além da vida...
Você veio de fora, mas sempre foi de dentro. Eu sempre reconheci teus contornos e cheiros...Teus sons e teus impactos...
Eu bem sei que esse monte de palavras terão nenhum efeito nas tuas estrelinhas confusas, mas terão nas minhas fechadurinhas certeiras.
Tanto tanto tanto... Tanto de tudo! E mais um tanto ainda.
Hoje percebo o curto alcance do olhar que você me lança, e o tanto de "perto" que eu quis estar pra você me ver direito...
Mas você não quis me ver direito...
Talvez por achar que não conseguiria...
Talvez por saber que poderia se desestabilizar...
Você não tem ideia de como a minha alma tem sementes e de quantas guardei por não ter como plantar...
Elas apodreceram, perderam o tempo, viraram marcas de desperdício de vida, de desbotamento de sonhos.
Elas viraram chumbinho que circulam me lembrando do que eu deixei de fazer.
E não, você não me deve nada, você nunca me pediu nada disso.
Esta é a parte mais cruel: eu me pegar no deserto, depois de ter corrido tanto em busca das tuas miragens.
"Ainda não é aqui...Mais pra frente" E eu ia... Eu acreditava com o oxigênio do meu sangue, que chegaria lá.
E mesmo exausta e com a evidência mais concreta que este lugar não chegaria at all, eu escolhi te apoiar na ida...
Mesmo que isso trouxesse a tona assuntos que me aterrorizavam, lembra?
Lembra que eu sou aquela que tem pânico de despedidas, de ausências e de abandono.
Hoje, eu sei que nada disso importa ou toca você...
E minha forma de não deixar isso nos atrapalhar foi, mais uma vez, escolher apoiar a tua decisão.
Isso me gastou um bom tanto... Eu morri por dentro sem falar uma palavra. Para não te aborrecer.
Mas isso passou batido. Erro meu por não ter sinalizado. Erro teu por não ter percebido mesmo me conhecendo tão bem.
E olha só: será que me conhece mesmo? E se conhece, será que leva em conta o que sabe?
Será que é capaz se colocar no meu lugar, como eu fiz com você ao te incentivar a ir?
Mas mesmo assim, no teu modo de ver, eu tinha que fazer mais...Tinha que passar mais ainda dos meus limites para te ajudar...
E você estava me negando escolha...
"Gente como menos vinculo comigo do que você se ofereceu isso"
Gente como menos vinculo comigo do que você sacou que a raiz estava abalada gravemente.
Eu precisei ir cuidar de mim, beber uma água e encontrar uma terrinha para enfiar os pés.
E nada...Nada disso encontra eco, porque teu coração não conhece esse tipo de amor de verdade...
Você acha que espaço é lugar e que havendo casa (tijolos and stuff) é o bastante pra ser lar.
Você limita a tua família àqueles que tem o mesmo sangue que você sem perceber que o laço da escolha é tão precioso quanto ou mais...
Me dói ver que a tua casca guarda um vazio surdo...Um vácuo... Um nada...
Uma coleção de inteligências impressionantes que iludem os de bom coração, os inocentes... Na mistura, fico sozinha.
Não tem com o que reagir.
Fui eu brigando comigo e com os nós que eu me dava ao tentar me unir a você.
Cheguei assim a este fim, enquanto você busca entreter alguém que tem com você, menos vinculo que eu.
Não me procure nunca mais.
Eu não quero ser tua amiga.
Não quero nada que tenha a ver com você.
Meu amor por você sempre será imenso, mas como tantas outras sementes, vai virar uma lembrança do que eu não pude fazer germinar.
sexta-feira, maio 19, 2017
terça-feira, maio 16, 2017
Di mensões
Percebo-a pelos trancos. Pelos tombos ao tentar te alcançar.
Sinto-a pela demora. Pela longa espera ao querer que me alcance.
Um quase (que nunca), um "só mais um pouco" infinito.
Visões diferentes do mesmo objeto. Estamos nos vendo no espelho.
Conflitos, com fatos, com lutos...
E lutas de tamanhas empreitadas peitorais, viscerais!
Sanguíneas daqui, urradas daí.
Cobranças enroladas em nossos pescoços esticados, para beber um do outro.
Vai, mas não me peça para pavimentar teus passos incertos.
Fico, mas não te peço para encher meus vazios abertos.
Quando eu era pequena, queria te achar e fazer uma casa. Casar.
E eu te achei!
Quando você era pequeno, queria se achar e fazer uma vida. Voar.
Mas você me achou...
Sonhos desbotados. Pousos impossíveis. Vôos imaginários.
Vai!
E eu fico.
sábado, maio 13, 2017
Tomada
O incômodo diz mais sobre o que é importante do que o prazer.
Faço da palavra a minha ferramenta de intervenção no mundo.
Acesso minha potência pela necessidade de vingança, porém não é no outro em que despejo a minha ira...
Aprender a sobrepor-se é a aprender a viver representado. Fazer-me dínamo de mim!
Desperdício é o de vida, não de matéria.
Faço da palavra a minha ferramenta de intervenção no mundo.
Acesso minha potência pela necessidade de vingança, porém não é no outro em que despejo a minha ira...
Aprender a sobrepor-se é a aprender a viver representado. Fazer-me dínamo de mim!
Desperdício é o de vida, não de matéria.
Estiolado
Estas olhado
Crescente, enrolado
Entrante navega
os vazios e as frestas
Eis-te ao lado
Embaixo elevado
A força é de mim
O cerne cansado
O olho em ti
Sempre colado
A trepadeirinha se agarra no galho
Este calado
Raiz bifurcado
Presença notada
Na falta de chão
Eis-me atolado
Ao teu lado
Buscante da terra no ar
Sonar desolado
Crescente, enrolado
Entrante navega
Eis-te ao lado
Embaixo elevado
A força é de mim
O cerne cansado
O olho em ti
Sempre colado
A trepadeirinha se agarra no galho
Este calado
Raiz bifurcado
Presença notada
Na falta de chão
Eis-me atolado
Ao teu lado
Buscante da terra no ar
Sonar desolado
domingo, março 06, 2016
BIO LUMEN
Uma meta, uma autopromessa
Sacrifício economizador de forças
Pulmões cheios, sangue grosso, alma trans...BORDA/FORMA/TORNA
Alma re...FORMA/TORNA
Lá não havia como!
Lá era o interdito!
Eu te olhava epidêmica e contagiosa.
Impenetravelmente distante...
A temperatura de um contato abissal
Inalcançável in all senses
O mesmo ar infinitando nossos corpos proibidos
O código viajante dos genes primordiais
A bestialidade arcaica do olhar que reconhece
Alma sabe...Alma lembra...All myself...
Meu e teu dançando em volta por oitos espirais
Unindo as promessas, acordando a potências
Cores de fundo do mar
Brilhos galácticos ultravioleta
Ritmos de tímpanos extra corpóreos
BIO/PSICO/LOGICAMENTE sincronizados
Devolvendo à vida o dínamo emprestado
Reverberando o uni
Multiplicando o verso
Poemizando o ato
Fertilizando o entre
Amanhecendo o ser.
sexta-feira, fevereiro 12, 2016
LIA
Um pouco de fé rugg nos cantinhos!
Abrasivo, sabe? Deslizante!
Palha(dea)ço de gente...
Crostas, cascas e dengos
Parábolas, ondas e semi-desenhos
Hemi esferas
Equadores
Sonzinhos que rug(g)em os corredores
Caminho boreado de auroras
Rug(g)uinhas de riso nos ladinhos!
M E R (U) G (G) U L H O
Achei forçado!
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